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Boas!
Sou novo por aqui, mas tenho alguma experiência com armas de pressão de ar.
Neste momento estou a acabar de restaurar uma Rossi Dione (cópia da Diana 20, "made in Brasil") que comprei há uns tempo. A dificuldade é encontrar peças, mas de resto é tudo "limpinho".
Não sei se já conseguiu terminar este trabalho, da Diana 50, mas se não, queria deixar aqui o meu contributo.
A primeira arma que restaurei de uma ponta à outra foi uma Diana 27 anterior a 1960 (não sei o ano certo porque não tem as típicas marcas). Era a arma do meu pai, e a que me ensinou a atirar. Estava negligenciada há muitos muitos anos, e guardada sem qualquer tipo de cuidado. A coronha estava inteira, sem bicho e sem podres, mas com o verniz a estalar e cheia de riscos. O aço estava completamente cheio de ferrugem (por fora). Felizmente, há uns anos atrás estas velhas armas eram bem lubrificadas pelos seus donos, por fora e por dentro, e por isso as partes internas estavam em bom estado. Até o selo do pistão (em cabedal) só precisou de uns dias em banho de óleo de silicone para voltar a ficar maleável.
A ferrugem exterior foi outra conversa. Gastei umas horas valentes com lixa d'água e muito óleo até ficar com o metal pronto para a oxidação. Fiz tudo eu. Não enviei a arma para ninguém, por duas razões, primeiro porque me pediram uma barbaridade de dinheiro para a recuperarem (só a oxidação eram 500€) e segundo porque gosto bastante de ser eu a fazer este tipo de coisas. Se tiver curiosidade visite o meu blog:
http://airpressureguns.wordpress.com/ca ... -diana-27/ onde descrevo em pormenor o processo de restauro desta arma e de mais algumas.
Resta dizer que usei um processo de oxidação a frio (e é agora que vou ser insultado por toda a gente) e posso garantir que apesar de não ser igual ao acabamento de fábrica, que é absolutamente impecável nas Dianas, fiquei muitissimo bem impressionado com o resultado final. A maioria das pessoas que já viram a arma não acreditam que foi feito com um processo de oxidação a frio.
Para acabar, queria ainda dizer que a alça da mira tinha desaparecido, e portanto tive de fazer uma de raiz. Moldes, metal derretido e escultura...
Ficam aqui algumas fotos.
Abç e boa sorte. É sempre um prazer ver estas armas antigas voltarem à vida!
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