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FAQ - Ar Comprimido / Legislação
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- Published on Friday, 16 November 2012 15:04
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FAQ’s relacionadas com o tiro com Ar Comprimido:
Posso comprar qualquer arma de Ar Comprimido?
A Lei 17/2009 veio alterar a forma como as armas de ar comprimido são classificadas. Anteriormente era possível adquirir qualquer arma de ar comprimido cujo calibre fosse igual ou inferior a 5.5mm e cuja velocidade à saída do cano fosse inferior a 360 m/s. Com a publicação deste diploma, a principal variável a ter em conta (além do calibre que se mantém em calibres inferiores a 5.5 mm) é a energia cinética medida à boca do cano. Assim, somente as armas com calibres iguais ou inferiores a 5.5 mm e com energia igual ou inferior a 24J são de venda livre. As restantes armas são de venda condicionada à posse de licença que habilite o seu comprador (Licença de Uso e Porte de Arma) e autorização do Director Nacional da PSP.
O que são “Joules” e como posso medir a potência da arma?
Joule é uma unidade de Energia e o seu valor é obtido medindo a velocidade do projéctil à boca do cano em m/s e o seu resultado introduzido na seguinte fórmula de cálculo: ½ Massa (em kg) x velocidade (m/s) x velocidade (m/s). A forma mais fácil de medir a velocidade do projéctil é recorrendo a um cronógrafo. Assim, tem que conhecer o peso do chumbo e a velocidade que a arma o consegue disparar. Existem disponíveis vários conversores on-line para o cálculo do valor final.
A título meramente de exemplo podemos sugerir este: Link
Posso comprar uma mira telescópica?
A Lei 17/2009 classifica as miras telescópicas como acessório de classe A . O que impossibilitaria a venda, a aquisição, a cedência, a detenção o uso e porte. Mas no entanto a lei exclui as miras que se destinam a práticas:
- Venatórias (Caça)
- Recreativas
- Desportivas Federadas
A resposta é sim, desde que seja para o uso de umas das práticas descritas.
Que tipo de modalidades posso praticar com uma arma de Ar Comprimido?
Actualmente, são duas as entidades que regulamentam o tiro com Ar Comprimido:
A Federação Portuguesa de Tiro (F.P.T.) e o INATEL.
1) F.P.T.
- Tiro Olímpico
CAC (Carabina Ar Comprimido) – 10 mts.
PAC (Pistola Ar Comprimido) – 10 mts.
- Field Target (FT)
- Benchrest 25 (BR25)
2) Inatel
- CACP (Carabina Ar Comprimido de Precisão) Tiro 10 mts.
- CACR ( Carabina de Ar Comprimido de Recreio) Tiro 10mts.
- PAC (Pistola de Ar Comprimido) Tiro 10mts.
O que tenho que fazer para praticar tiro desportivo com Ar Comprimido?
Para participar tem que ser filiado num clube que, por sua vez, estará filiado á FPT ou filiar-se na Fundação Inaltel. As entidades (FPT e Inatel) emitem uma Licença Desportiva que permite a participação nos eventos desportivos. Recentemente a Federação Portuguesa de tiro alterou o regulamento das licenças desportivas introduzindo a licença TAC destinada a todos aqueles que pretendam unicamente praticar tiro desportivo com armas de aquisição livre.
Posso usar a minha arma de ar comprimido na via pública?
Não é permitido o uso e porte de arma de ar comprimido fora de propriedade privada e dos locais autorizados.
Como devo transportar uma arma de Ar Comprimido?
A lei é omissa neste ponto, pois está mais vocacionada para as armas e fogo. Mas fazendo uma análise e recorrendo ao bom senso poderemos dizer que as armas deverão ser transportadas de forma que seja evidente a impossibilidade do uso imediato. Se possível em caixa ou bolsa e sempre desmuniciadas. A arma deve ser acompanhada sempre de documentação que valide a pessoa que a transporta como o seu proprietário, nomeadamente a factura de compra ou documento equivalente.
Posso comprar uma arma de Ar Comprimido em Espanha?
Desde que a arma em causa seja classificada como “Arma de Aquisição Livre” pode adquirir uma arma de ar comprimido em qualquer país da União Europeia. Fora da União Europeia os procedimentos são mais complexos e burocráticos. Para mais informações sobre este tema consulte a seguinte página: Portal Segurança
Posso usar um silenciador numa arma de Ar Comprimido?
Está de todo proibido o uso de silenciadores nas Armas de Ar Comprimido (e não só!)A lei 17/2009 separou as armas em classes consoante a sua perigosidade, destino e uso específico. Assim, os silenciadores são classificados como armas da Classe A (juntamente com todas as armas de guerra!!!), as armas de ar comprimido de aquisição condicionada são armas de Classe C e as armas de ar comprimido de aquisição livre são armas das Classe G.
Posso caçar com uma arma de Ar Comprimido?
A legislação portuguesa proíbe qualquer actividade de caça com este tipo de armas.
Documentação de referência:
Lei n.º 17/2009 de 6 de Maio (http://dre.pt/pdf1sdip/2009/05/08700/0255902604.pdf)
Inatel (http://www.inatel.pt/ResourcesUser/Desporto/Documentos/NORMAS_ESPECIFICAS_TIRO.pdf)
Regulamento das Licenças Federativas (F.P.T.) (http://fptiro.net/fotos/editor2/regulamentos/regulamentodelicencasfederativas.pdf)
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Enxertos de Lei para suporte:
Lei n.º 17/2009de 6 de Maio
Artigo 2.º Definições legais
g) Arma de ar comprimido desportiva’ a arma de ar comprimido reconhecida por uma federação desportiva como adequada para a prática de tiro desportivo, nostermos do disposto na respectiva lei;
i) Arma de ar comprimido de aquisição livre’ a arma de ar comprimido, de calibre até 5,5 mm, capaz de propulsar projécteis, cuja energia cinética, medida à bocado cano, seja inferior a 24 J
5 — Outras definições:
r) «Transporte de arma» o acto de transferência de uma arma descarregada e desmuniciada ou desmontada de um local para outro, de forma a não ser susceptível de uso imediato;
Artigo 3.º
2 — São armas, munições e acessórios da classe A:
r) Os silenciadores;
s) As miras telescópicas, excepto aquelas que tenham afectação ao exercício de quaisquer práticas venatórias, recreativas ou desportivas federadas;
9 — São armas e munições da classe G:
d) As armas de ar comprimido desportivas e de aquisição livre;
Artigo 11.º
Armas e munições da classe G
10 — A aquisição de armas de ar comprimido de aquisição livre é permitida aos maiores de 18 anos, mediante declaração aquisitiva.
11 — A aquisição de armas de ar comprimido destinadas à prática de actividades desportivas é permitida mediante declaração aquisitiva e prova de inscrição numa federação de tiro desportivo que as reconheça como adequadas para a prática daquela modalidade desportiva.
12 — Não é permitido o uso e porte de armas de ar comprimido fora de propriedade privada e dos locais autorizados.
Artigo 41.º
Uso, porte e transporte
1 — O uso, porte e transporte das armas de fogo deve ser especialmente disciplinado e seguir rigorosamente as regras e procedimentos de segurança.
2 — As armas de fogo curtas devem ser portadas em condições de segurança, em coldre ou estojo próprio para o seu porte, com dispositivo de segurança, sem qualquer munição introduzida na câmara, com excepção dos revólveres.
3 — As armas de fogo devem ser transportadas de forma separada das respectivas munições, com cadeado de gatilho ou mecanismo que impossibilite o seu uso, ou desmontadas de forma a que não sejam facilmente utilizáveis, ou sem peça que possibilite o seu disparo, em bolsa ou estojo próprios para o modelo em questão, com adequadas condições de segurança.
4 — O porte de arma de fogo, armas eléctricas, aerossóis de defesa e munições nas zonas restritas de segurança dos aeroportos e a bordo de uma aeronave carece de autorização da autoridade competente, sendo o seu transporte a bordo de aeronaves, como carga, sujeito ao disposto na Convenção da Aviação Civil Internacional.
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By José Augusto Santos & Rui Silva
Glossário
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- Published on Friday, 16 November 2012 14:06
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Glossário de Termos Comuns mais usados no Tiro com Ar Comprimido
A
Acção - Grupo de sistemas mecânicos que permitem carregar, comprimir ou manter comprimido o ar e disparar o projéctil.
Airgunning - Tiro com ar comprimido.
Alma - Superfície interior do cano, pode ser estriada ou lisa. Uma alma estriada possui um número variável de sulcos helicoidais feitos para imprimir um movimento de rotação no projéctil para o estabilizar em vôo.
Ampliação - Potência de ampliação ocular da mira. É indicada pelo símbolo x, pelo que, uma mira indicada como sendo de 12x, apresenta, na ocular, uma imagem aparentemente 12 vezes mais próxima do que está na realidade.
B
Blueing - Acabamento negro normalmente dado às partes metálicas da arma. Resulta de um processo de oxidação controlada do metal e é relativamente mais resistente à corrosão que o metal nu.
Blacklash - Folga no anel/botão de ajuste de paralaxe de uma mira.
Boca (muzzle) - Zona frontal do cano por onde o projéctil sai.
Balística - Ciência das armas e dos seus projécteis.
Balística Interna - Estudo do que acontece ao projéctil dentro do cano.
Balística Intermédia - Estudo do que ocorre à boca do cano quando do disparo de uma arma, até que o projéctil deixe de ser influenciado pelos gases propulsantes.
Balística Externa - Estudo do percurso do projéctil após sair do cano e finda a actuação, sobre si, dos gases propulsantes.
Balística de Efeitos - Estudo dos efeitos provocados pelos projécteis no alvo.
C
Calibre - Palavra que deriva do latim ou do árabe; é o diâmetro interior do cano de qualquer arma. No caso das carabinas, devido ao cano raiado, é o diâmetro original desse mesmo cano antes de lhe serem abertas as estrias; (medido à boca entre salientes)
Calibres Pequenos - De 4,4 mm ou .17 a 6,5 mm.
Calibres Médios - De 6,8 mm ou .27 a 8,9 mm ou .35.
Calibres Grandes - De 9 mm ou .358 a 17,7 mm ou .70.
Campo de Visão (field of view) - Largura (em comprimento ou ângulo) abrangida pela imagem da mira a 100 jardas ou 100 metros.
Carabina de Ar Comprimido - Carabina que recorre a uma porção de ar, ou dióxido de carbono, comprimido a alta pressão para impelir o chumbo através do cano. Neste tipo de armas não há qualquer tipo de processo de combustão envolvido.
Chocke do Cano - Estrangulamento do comprimento final do cano. Tem como função fazer com que as estrias agarrem com firmeza o chumbo antes de este sair do cano.
Chumbo - Termo habitualmente usado para descrever o projéctil usado nas carabinas de ar comprimido, e que são na sua maioria constituídas por este metal.
Cilindro - Termo habitualmente usado para descrever a fonte de ar comprimido numa carabina de ar pré-comprimido.
Click - Um ajuste lateral ou de elevação nas torretas de uma mira. Ao usar este ajuste, o retículo da mira move-se uma certa distância na horizontal ou na vertical, de modo a fazer coincidir o seu retículo no ponto de impacto do projéctil a uma determinada distância.
Coeficiente Balístico - Factor matemático que revela a tendência que o projéctil tem para conservar a energia ao longo da trajectória. Quanto mais elevado for o valor do coeficiente balistico melhor o projectil retém a sua velocidade e energia ao longo do vôo.
Coroa do Cano - Fim do cano, zona onde o chumbo é libertado das estrias. É importante que a coroa seja perfeitamente maquinada, e que seja perpendicular ao cano de modo a que o chumbo se liberte de todas as estrias ao mesmo tempo.
Culatra - Bloco onde o chumbo é inserido, usualmente directamente dentro do cano.
D
Death Grip - Técnica usada no tiro, consiste em agarrar a carabina com firmeza de modo a tentar eliminar ou reduzir qualquer movimento desta durante o ciclo de tiro.
Dieseling - Termo habitualmente usado para descrever a ignição de algo combustível (normalmente lubrificante) devido ao aumento súbito da temperatura dentro da câmara de compressão durante o ciclo de tiro de uma carabina de pistão-mola.
Deriva do Zero (zero shift) - Mudança do ponto de impacto em relação ao zero anteriormente estabelecido para essa mesma distância. A causa deste fenómeno pode dever-se ao recuo de uma springer, que pode afectar o correcto alinhamento entre a carabina e a mira. Também pancadas fortes na carabina e mira, ou o uso de equipamento impróprio ou de qualidade inferior podem causar a deriva do zero.
Desconto Horizontal (windage) - Mudança de posição horizontal do centro do retículo de modo a compensar a mudança de ponto de impacto que ocorre em função do vento.
Desconto Vertical (holdhover) - Mudança de posição vertical do centro do retículo de modo a compensar a mudança de ponto de impacto que ocorre em função da distância do atirador ao alvo.
E
Eye Relief - Distância a que o olho tem de ser posicionado atrás da ocular para observar o campo de visão por inteiro.
Estrias - Conjunto de segmentos helicoidais que compõem o relevo da alma de um cano estriado.
F
FAC (Fire Arms Certificate) – Licença de uso e porte de arma necessária para quem, no Reino Unido, pretender possuir uma arma com potência acima de 12ft.lbs. Internacionalmente, esta sigla é utilizada para identificar uma arma com potência superior a 12ft.lbs (16J).
Foot-pound (ft.lbs) – Unidade imperial de energia, correspondente ao produto da massa (em grãos) pelo quadrado da velocidade (em pés por segundo) a dividir por 450240. Esta unidade é usada no tiro com ar comprimido normalmente para descrever a energia cinética que um chumbo possui à boca do cano.
Free Recoil - Técnica usada no tiro, consiste em agarrar a carabina com o máximo de ligeireza possível de modo a permitir o livre recuo desta durante o ciclo de tiro. Nas carabinas de ar comprimido normalmente o free recoil revela melhores resultados.
G
Garrafa - Termo habitualmente usado para descrever a fonte de ar comprimido usado para recarregar o "cilindro" presente numa carabina de ar pré-comprimido.
Grão (grain) - Unidade de medida de massa equivalente a 0,0648 g; utilizada para pesar pólvora e projécteis em munições.
H - I
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J
Jarda (yard) - Unidade imperial de comprimento que corresponde a aproximadamente 0,914 m.
Joule (J) – Unidade métrica de energia, correspondente a metade do produto da massa (em grama) pelo quadrado da velocidade (em metro por segundo). Esta unidade é usada no tiro com ar comprimido normalmente para descrever a energia cinética que um chumbo possui à boca do cano.
K
Killzone - Orifício circular num alvo de Field Target que age como gatilho para o mecanismo de rebatimento. O objectivo é precisamente fazer o projéctil passar nele.
L
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M
Minuto de Ângulo (m.o.a.) - Unidade de medida angular que corresponde aproximadamente a 1,1 polegadas (28 mm) @ 100 jardas (91,4 m). Esta medida é habitualmente usada para indicar a amplitude do click numa mira.
Mira de Dióptero - Mira composta por um elemento frontal, ponto de mira, e um elemento traseiro constituído por um orifício. Espreitando através do elemento traseiro e posicionando a imagem do elemento dianteiro no alvo aponta-se a carabina ao alvo.
Mira Tangencial - Mira composta por um elemento frontal, ponto de mira, e um elemento traseiro constituído por uma ranhura aberta. Mantendo estes dois elementos alinhados podemos apontar a carabina ao alvo.
Mira Telescópica - Mira composta de um único elemento semelhante a um telescópio que amplia a imagem do alvo. Colocando o retículo da mira sobre o alvo aponta-se a carabina ao alvo.
Montagens - Peças usadas para fixar a mira à carabina.
Multicoating - Camada de material óptico que tem como função permitir uma melhor transmissão da luz na zona de contacto entre a lente e o ar. Com efeito, um multicoating (especialment um full-multicoating) de qualidade, reduz reflexos, flaring e a maior parte das aberrações cromáticas, especialmente em grandes ampliações.
N
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O
Objectiva Ajustável - Ajuste numa mira, localizado na parte frontal da mira junto à objectiva, que permite focar perfeitamente o alvo a uma determinada distância.
P
Paralaxe - Fenómeno que ocorre quando a imagem do alvo não está precisamente focada no plano focal do retículo. Este fenómeno revela-se como sendo um movimento aparente entre o retículo e o alvo quando há movimento do atirador em relação à mira.
PCP (pre-charged pneumatic) - Termo habitualmente usado para descrever uma carabina que usa ar pré-comprimido para impulsionar o projéctil através do cano.
Plinking - Tiro informal feito contra alvos divertidos.
Ponto de Impacto (point of impact P.O.I) - Local que o projéctil atinge quando é disparado.
Q
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R
Rangefinding - Termo habitualmente usado para descrever o acto de medir a distância ao alvo. O rangefinding pode ser feito "a olho", recorrendo ao ajuste de paralaxe de uma mira, ou através de telémetros ópticos ou laser, sendo estes ultimos proibidos em competição.
Retículo - Elemento de uma mira telescópica usado como ponto de mira. Há vários tipos de retículo, habitualmente estes assemelham-se a uma cruz formada por uma linha vertical e uma linha horizontal, o ponto de intersecção é o ponto de mira.
S
Sear - Designação inglesa para as alavancas presentes nos vários mecanismos de gatilhos.
Sela - Zona da mira onde estão montados os ajustes do retículo.
Springer - Termo habitualmente usado para descrever uma carabina que usa um pistão impulsionado por uma mola, com o objectivo de comprimir o ar usado para impulsionar o projéctil através do cano.
Shimming - Termo habitualmente usado para descrever o acto de inclinar uma óptica para interceptar a trajectória do projéctil.
T
Taxa de Revolução das Estrias (twist) - Número de revoluções completas das estrias descritas por unidade de comprimento de cano.
Torreta de Alvo - Botão de ajuste do retículo, normalmente em incrementos de uma fracção de MOA (click). Existem torretas verticais e horizontais e normalmente estão marcadas com uma escala numérica para ajustes rápidos.
Trajectória - Após sair do cano o projéctil mostra um percurso em arco, no plano vertical. Se este arco é mais pronunciado ou não, depende da velocidade de saída do projéctil e o seu coeficiente balístico.
U – V – W – X - Y
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Zero - Ponto onde o ponto de impacto coincide perfeitamente com o centro do retículo da mira. A distância do zero é usada como referência para os descontos que o atirador aplica para compensar as diferentes distâncias a que se encontram os alvos.
Questões Usuais
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- Published on Friday, 16 November 2012 10:35
- Hits: 4371
1) Que carabinas de ar comprimido são usadas no Field Target?
2) Que tipos de carabinas de ar comprimido existem no mercado?
3) Qual é o tipo de carabina mais adequada para o Field Target?
4) As Springers de partir o cano são carabinas suficientemente precisas?
5) Quais são as posições permitidas no Field Target?
6) Porque é que os atiradores de Field Target preferem as miras de elevada ampliação?
7) Qual é a diferença entre uma mira própria para carabina de ar comprimido e para arma de fogo?
8) Quais são os chumbos mais indicados para Field Target?
9) Como determinar qual o chumbo certo para uma carabina de ar comprimido?
10) Porque é que alguns atiradores com carabinas PCP lubrificam os chumbos?
11) O que é o "Dieseling"?
12) O que quer dizer "FAC"?
13) Quais são as causas mais comuns para problemas de precisão numa carabina?
1) Que carabinas de ar comprimido são usadas no Field Target?
Na pratica todas a carabina de ar comprimido minimamente precisa pode ser usada com sucesso numa prova de Field Target, no entanto há armas mais adequadas que outras para cumprirem esta tarefa. Algumas armas são demasiado potentes deteriorando os alvos rapidamente, outras têm potência a menos, o que leva a uma balística deficiente a distâncias mais longas ou mesmo força de impacto suficiente para derrubar o alvo.
2) Que tipos de carabinas de ar comprimido existem no mercado?
O mundo das carabinas de ar comprimido encontra-se dominado por duas formas distintas de fornecer a energia ao projéctil, através de ar comprimido armazenado na própria arma ou através do avanço de um pistão dentro de uma câmara de compressão.
As armas de pistão-mola, também conhecidas como Springers, são as mais vulgares no nosso país, sendo a energia transferida de uma mola para o chumbo através do avanço de um pistão dentro da câmara de compressão. As armas pneumáticas de ar pré-comprimido ou PCP (pre-charged-pneumatic), possuem uma certa quantidade de ar sob pressão armazenado dentro da própria arma e que é usado para impelir o chumbo através do cano.
3) Qual é o tipo de carabina mais adequada para o Field Target?
Ambos os tipos de carabina de ar comprimido têm vantagens e desvantagens, e ambos os tipos são muito bons para a prática do Field Target.
As armas de pistão-mola têm recuo, sendo a violência deste dependente principalmente da potência da arma, pelo que a partir de uma certa potência torna-se difícil dominar o recuo de modo a ter um bom grau de precisão, pois o atirador sofre os efeitos do recuo ainda antes de o chumbo se libertar das estrias do cano, pelo que se o recuo não permitir ao atirador manter-se fixado no alvo este não irá ser bem sucedido em atingi-lo. Este tipo de carabina exige uma maior disciplina de tiro por parte do atirador, mas são menos dispendiosas e não há preocupações quanto à arma ficar sem ar.
As PCP não apresentam recuo, pelo que são mais fáceis de dominar, mas são bastante mais dispendiosas. Também é necessário o equipamento especializado para se carregar a arma de ar comprimido, quer este seja obtido a partir de uma bomba própria para o efeito ou uma botija de mergulhador.
4) As Springers de partir o cano são carabinas suficientemente precisas?
Sim, as modernas Springers de partir o cano com alguma qualidade de construção conseguem ser precisas o suficiente para permitir a um atirador não fazer má figura numa prova. Aqui o atirador conta sempre mais que a arma.
5) Quais são as posições permitidas no Field Target?
Qualquer posição é permitida numa prova de Field Target, desde que o atirador suporte a carabina exclusivamente com o seu corpo sem recorrer a qualquer apoio externo como bipé. A maior parte dos atiradores atira sentado por ser a posição mais estável para a maioria, mas pode usar a posição na qual se sinta mais confortável sem problemas. No entanto é de apontar que normalmente há sempre alvos colocados de modo a que o atirador seja forçado a atirar em várias posições, de pé, ajoelhado ou mesmo deitado.
6) Porque é que os atiradores de Field Target preferem as miras de elevada ampliação?
Uma mira de elevada ampliação permite ao atirador usar o sistema de focagem, para determinar a sua distância ao alvo.
Ao mirar um alvo o atirador foca a imagem e recorre às marcações de distância presentes no anel de focagem recebendo da mira uma estimativa da sua distância ao alvo. Dado que a trajectória de voo de um chumbo é bastante curva sabendo a distância ao alvo o atirado pode dar o devido desconto para ser capaz de acertar no alvo.
Normalmente quanto maior é a ampliação de uma mira mais fácil e preciso é o acto de medir a distância ao alvo (rangefinding).
7) Qual é a diferença entre uma mira própria para carabina de ar comprimido e para arma de fogo?
No geral as carabinas de ar comprimido são feitas para disparar a distâncias muito pequenas pelo que uma mira adequada para a carabina de ar comprimido em geral e o Field Target em particular, tem de ser capaz de focar a 10 jardas ou menos. Muitas miras só o fazem a partir das 50 jardas.
No caso das carabinas de pistão-mola é preciso ter em atenção se a mira é "spring-rated", isto é, se está preparada para suportar o duplo recuo de uma arma deste tipo que facilmente destrói até a melhor mira construída apenas para arma de fogo.
8) Quais são os chumbos mais indicados para Field Target?
Normalmente os melhores chumbos para Field Target são os de cabeça redonda ou "Domes" moldados unicamente em chumbo.
Chumbos mais pesados são menos propensos a serem desviados pelo vento. Chumbos mais leves têm trajectórias mais rectilíneas. Numa arma pouco potente os chumbos leves são os mais indicados por serem comparativamente mais rápidos. Numa carabina mais potente é aconselhável o uso de chumbo mais pesado pois não há tantas preocupações com a trajectória e sempre se ganha resistência ao vento.
Numa Springer convém usar chumbos com pesos entre os 7,9 e os 8,5 grains, chumbos mais pesados ou mais leves que estes valores irão diminuir a esperança média de vida de uma mola e de todos os componentes internos da carabina. Numa PCP é indiferente.
9) Como determinar qual o chumbo certo para uma carabina de ar comprimido?
Experimentando! Pegar numa colecção de chumbos de diferentes modelos e experimenta-los na carabina é a única maneira fiável de determinar qual o chumbo que a arma "mais gosta".
10) Porque é que alguns atiradores com carabinas PCP lubrificam os chumbos?
A lubrificação dos chumbos diminui a frequência com que o cano deve ser limpo, e impede que este enferruje mais discutivelmente, segundo alguns, aumenta a precisão da carabina.
Numa Springer não é recomendável a lubrificação dos chumbos porque pode induzir ao "dieseling".
11) O que é o "Dieseling"?
Numa Springer quando o gatilho larga o pistão e este avança dentro da câmara de compressão, há um súbito aumento de pressão. Isto leva a um aumento massivo da temperatura dentro da câmara de compressão, pelo que se houver algo minimamente combustível em contacto com este volume de ar super-aquecido, esse algo vai entrar em combustão imediata, provocando uma pequena explosão.
O dieseling é normal numa springer nova até aos primeiros 200~300 tiros (máx.), notando-se que a arma tem um recuo mais violento, é mais ruidosa e por vezes até deita um pouco de fumo. Se este fenómeno perdurar ou manifestar-se fora do período de rodagem, o melhor é tentar arranjar alguém habilitado que resolva esse problema, pois pode ter entrado algum óleo para dentro da câmara de combustão.
12) O que quer dizer "FAC"?
"Fire Arms Certificate". No Reino Unido, se alguém quiser possuir uma arma com uma potência acima da potência "Standard" (12ft.lbs), necessita de ter um F.A.C., que é uma licença de porte e uso de arma. Fora do Reino Unido usa-se o termo FAC para indicar que uma arma tem uma potência superior a 12ft.lbs.
13) Quais são as causas mais comuns para problemas de precisão numa carabina?
Parafusos da coronha mal apertados. Especialmente nas springers, pode ser um problema comum. É só aperta-los de preferência com a aplicação de um pouco de Loctite, e verifica-los periodicamente.
Nas armas de quebrar o cano o parafuso pivot do cano muito ou pouco apertado pode levar a uma perda de precisão. A solução é apertar ou desapertar ligeiramente esse parafuso até a arma voltar a ter a sua precisão normal.
Chumbo inapropriado; tem que testar vários modelos até achar o que funciona melhor na sua carabina em particular.
Cano sujo; é só limpá-lo periodicamente fazendo passar um pedaço de tecido apropriado (Napier Rifle Clean por exemplo). Nunca recorra a varas de limpezas.
Falta de jeito do atirador; problema extremamente comum, solucionado com um bom arsenal de desculpas esfarrapadas, ou recorrendo a um treino intensivo para ganhar jeito.
20 Conselhos
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- Published on Friday, 16 November 2012 14:03
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Artigo de Terry Doe adaptado por Tiago Ribeiro
O Field Target é para todos os efeitos um hobby, uma modalidade de tiro recreativo, mas tal como todas as outras modalidades, tem uma vertente competitiva que embora seja mal vista por alguns, é sem dúvida uma força de motivação para maioria que pratica esta modalidade. Este artigo condensa em si, de um modo muito sucinto e pouco aprofundado, boa parte dos fundamentos da técnica e da mentalização por detrás do atirador de competição no Field Target.
1) Tem que fazer parte para ganhar alguma coisa!
Não fique sentado a pensar como será fazer parte de uma competição de Field Target ...envolva-se!
2) Não tenha pressa!
Ninguém se torna um campeão de um dia para o outro, dê a si próprio algum tempo de estudo teórico e treino para desenvolver a sua técnica.
3) Informação e formação.
Nunca se sabe tudo sobre este desporto, há sempre algo novo a aprender. O intercâmbio de ideias entre os mais e os menos experientes beneficiam todos, os mais novos com saber de experiência feito e os mais veteranos com perspectivas novas.
4) Decisões e opções.
Decida-se; quer mesmo competir pra vencer ou fica perfeitamente satizfeito apenas por conviver e participar? Ambas as perpectivas são perfeitamente válidas, mas apenas uma o poderá levar ao topo deste desporto, por isso seja realista
5) Até que ponto deseja ir?
Caso decida que o seu objectivo é competir pra vencer, então a questão seguinte é o que está preparado para fazer de modo a alcançar esse objectivo. Lembre-se que normalmente o seu nível de dedicação traduz-se no seu nível de sucesso.
6) Equipar para cumprir.
Use o equipamento mais adequado para si e ao modo como atira ...é importante frisar que “mais adequado” não quer dizer “mais dispendioso”, quer dizer “mais adequado ao seu bolso e à sua compleição física”.
7) Cada um é como cada qual.
Você é um indivíduo, com as suas opiniões, requerimentos, pontos fortes, fracos e peculiaridades. Assegure-se que na medida do possivel o seu equipamento aproveita as suas qualidades e minimiza os seus defeitos. Trabalhe para adaptar o seu kit a si, nunca o oposto.
8) Apenas munição perfeita produz troféus!
Use apenas chumbos em perfeitas condições na forma e qualidade dos mesmos, isto é obrigatório tanto para as sessões de treino como para a competição. Teste vários tipos de munição na sua carabina, seleccione e use apenas o tipo/marca que melhor funcionar na sua arma. Verifique sempre se há chumbos amolgados antes de os inserir na carabina ...lembre-se que são os chumbos que batem no alvo, não o atirador.
9) Treino, prática, rotina.
Existe uma enorme diferença entre atirar e treinar para atirar. O treino consiste num programa estruturado para melhorar a sua eficiência como atirador. A vasta maioria dos atiradores treinam os aspectos do Field Target onde já são bons e que gostam de praticar, quando na realidade deveria ser a situação oposta!
10) Faça chuva ou faça sol...
Demasiado molhado ou ventoso para treinar? Então e o que fará nos dias de prova em que chova ou o vento sopre? Claro que há limites mas o facto é que se o S. Pedro acordar no lado errado da cama os atiradores mais habituados a todo o tipo de condições metereológicas estarão muito melhor preparados que os demais.
11) Fique quieto!
Nenhum atirador consegue segurar uma carabina de um modo perfeitamente estável, por isso pare de se preocupar pelo facto de o reticulo não parar quieto em cima da killzone. Tente integrar esse movimento na sua técnica de tiro em vez de o combater. Tente seguir esta sequência:
1 -Aponte para o topo do alvo e insipire fundo.
2 -O retículo irá descer e quando chegar à base do alvo para de inspirar.
3 -Expire calmamente de modo a fazer o retículo subir até à killzone e sustenha a respiração.
4 -Aperte o gatilho e mantenha o retículo sobre a killzone até que o chumbo atinja o alvo.
12) Contra-relógio.
A sequência anterior demora não mais que 5 segundos a ser executada, mentalize-se disso! É capaz de controlar o movimento da carabina durante 5 segundos? Claro que sim! A pressa é inimiga da perfeição mas os músculos não aguentam segurar de um modo controlado uma carabina pesada por muito tempo.
13) Não aguente!
Quando uma sequência de tiro se começa a perder, o retículo começa a passear de um lado para o outro, e é certo que nunca mais recuperará o controlo, mais vale parar e recomeçar tudo de novo. Não desperdice um tiro pela teimosia de querer voltar a manter o retículo quieto e comportado em cima da killzone, pois esse é o modo mais certo e comum de se falhar um tiro
14) Acabe o serviço.
Como atirador o seu objectivo é acertar no alvo, e essa função não acaba até que o chumbo pare de voar. Por isso não faça o que a maioria dos atiradores, perde o interesse no alvo assim que aperta o gatilho, mantenha a pontaria até que o chumbo bata no alvo, a isso chama-se “follow-through”, e é uma das mais importantes e mais ignoradas competências do atirador.
15) Mais ou menos.
Nunca se esqueça que todos os alvos valem o mesmo independentemente de poderem estar mais próximos ou longínquos, é muito comum os atiradores falharem os alvos fáceis/próximos porque estão demasiado concentrados nos alvos mais dificéis. Dê sempre a sua total atenção a todos os alvos pois o cartão de pontuação não distingue os alvos fáceis dos mais dificéis.
16) Gestão do tempo.
Alguns eventos são cronometrados pelo que tente assegurar-se que tem tudo bem preparado (munição, posição do corpo, etc) antes de meter a carabina à cara e o tempo começar a contar. Há tempo mais que suficiente para completar a tarefa sem ser neessário apressar-se por isso não entre em pânico, isso apenas contribuirá para uma má pontuação
17) Se perder uma batalha pode sempre ganhar a guerra!
Um alvo falhado é uma perda completa apenas se não aprender nada com isso. Se avaliar correctamente a razão pela qual falhou pode usar essa informação para acertar no(s) alvo(s) que se seguem. Uma boa técnica e um follow-through estável muitas vezes permitem ver o embate do chumbo na silhueta metálica do alvo, esta informação pode muitas vezes ajudar o atirador a compensar correctamente a distância e o vento.
18) Familiaridade.
Não se deve enfrentar situações desconhecidas numa prova, o atirador deve tentar prever e brincar com uma série de situações pouco comuns que podem acontecer numa prova como alvos em ângulos estranhos e todo o tipo de distâncias. Deve treinar todo o tipo de situações até que a confiança na experiência substitua o medo do desconhecido.
19) Endurecido pela batalha.
Não há substituto para a experiência ganha em competição, pelo que deverá aproveitar todas as oportunidades para competir com outros em prova e ganhar experiência e consequentemente confiança debaixo da pressão de uma prova.
20) Divirta-se!
O Field Target é na sua essência um desporto divertido, e é assim que é suposto ser, já nos bastam as chatices do dia-a-dia. Querer “competir para vencer” não é o mesmo que “ter que vencer tudo e todos”, é essencial saber distinguir estas duas faces da mesma moeda pois enquanto a primeira leva à satizfação pessoal por ser capaz de se superar a si prórpio fazendo algo bem feito, a segunda apenas leva à frustração e a um espírito muitas vezes pouco desportivo. Quanto mais apreciar este desporto mais motivado se irá sentir e isso concerteza ir-se-à notar nas pontuaçoes com o tempo e no gosto pelo Field Target.
O que é o Benchrest?
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- Published on Friday, 16 November 2012 10:13
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Qualquer praticante de Field Target, tem, em alguma altura da sua vida, de proceder à afinação ou "zeragem" da mira acoplada à sua arma de ar comprimido, e tal tarefa exige que o elemento humano seja retirado da equação o mais possível.
Para tal, recorre-se ao benchrest, que embora muitas vezes seja uma necessidade no que toca à afinação da mira/carabina, também é encarado como uma modalidade em si.
O tiro em Benchrest é como o termo em Inglês indica; tiro com a carabina apoiada em cima numa mesa/apoio.
Tal como no Field Target, existem duas classes separadas; Pistão-Mola ou "Springer" e Ar Pré-Comprimido, "PCP" ou "Open".
Esta modalidade, embora não fazendo parte do calendário de provas da Federação Internacional de Field Target (WFTF), é praticada unicamente no seio de quase todas as associações nacionais de Field Target, não fugindo à regra no nosso país.
Como se pratica o Benchrest?
Conforme descrito na secção anterior, o Benchrest é igualmente praticado com carabinas de ar comprimido ao ar livre, em que, ao contrário do Field Target, não tem normas internacionais instituídas que se possam aplicar, ficando ao critério dos organizadores a elaboração das mesmas para a prática da modalidade em cada país.
Existem várias disciplinas que se podem realizar nesta modalidade, sendo a mais comum no nosso país o BR-50 com pontuação por média em agrupamentos.
O BR-50 consiste essencialmente em o atirador efectuar séries de 3 tiros em 5 alvos circulares impressos num cartão colocado à distância de 50 metros e sensivelmente à altura da mesa de tiro.
Nesta prova, o objectivo é efectuar 3 tiros o menos dispersos entre si por cada um dos 5 alvos, contando para efeito de pontuação o calculo da média (em milimetros) das distâncias entre os centros dos dois tiros mais afastados em cada um dos 5 grupos.
Internacionalmente, este método de pontuação é designado por c-t-c (center-to-center).
É igualmente comum a organização de provas designadas por BR-25, com carácter idêntico ao BR-50, embora destinadas exclusivamente a carabinas de potência reduzida.
Esta disciplina permite igualmente ao atirador verificar, entre outros factores, a consistência de tiro da sua arma, podendo assim diagnosticar eventuais problemas mecânicos para posterior rectificação.
Nesta disciplina, vence a prova o atirador com a média mais baixa.
Dentro do BR-50 e BR-25 pode encontrar-se outra disciplina em que o objectivo será a obtenção de tiros certeiros no centro do alvo, ao invés de médias em grupos de tiro.
Igualmente ás distâncias de 25 ou 50 metros, será colocado um cartão com por exemplo 20 alvos circulares, graduados e pontuados.
O atirador efectua apenas um disparo em cada um dos 20 alvos, sendo a graduação idêntica em cada um deles e a pontuação atribuída de forma decrescente, do centro para a orla exterior.
Nesta disciplina, vence a prova o atirador com maior pontuação.
Em caso de empate para o primeiro lugar e para ambas as disciplinas (média de agrupamento ou pontuação), o desempate é efectuado com repetição de provas.
















